E tudo acabou numa madrugada com o Prof. Salazar a ser nomeado o maior português de sempre. Isto é, não era uma questão de altura, porque havia outros mais altos, como o Dr. Cunhal ou o Marquês de Pombal, mas antes uma questão de telefones. Tu, meu caro Pessoa, ainda não tens telemovel, e os teus apoiantes são pouco afluentes e influentes. E depois se tivesses ganho talvez não tivesses mais votos porque tinhas de reparti-los com o Campos, o Caeiro, o Ricardo, o Bernardo, e os outros por quem te dividiste.
Saturday, March 31, 2007
Saturday, March 24, 2007
Na rua dos douradores está tudo confuso. O dono da Tabacaria quer construir um terraço para a aterragem dos turistas. Os vizinhos estão contra porque deixam de poder caminhar na calçada lisboeta. A comédia do quotidiano está na praça pública. O Álvaro de Campos que se cuide que ainda lhe dão cabo da caneta. E foi para isto que Pessoa exaltou o Quinto Império!
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Wednesday, March 21, 2007
Hoje foi dia da poesia meu caro Fernando. Na casa com o teu nome aconteceram as festividades do costume. No parlamento a poesia foi outra e no iraque continuam a declamar a canção da morte. O patrão Vasques fez hoje um excelente negócio: vendeu o escritório da Rua dos Douradores para um condomínio popular. O problema é que o povo já não mora em Lisboa. Nas ruas e jardins a merda de cão é tanta que até as tainhas do tejo fugiram para o oceano.
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Sunday, March 18, 2007
Da europa saem directivas normais. Não se podem comer jaquinzinhos porque não têm o tamanho normal (a angula em Espanha é normal). Nem a maçã e o tomate se não tiverem as dimensões e pesos normais. Nem partir a sapateira com o martelo de pau porque o normal é o plástico. Nem caracóis porque só o escargot é normal. Ó Fernando achas isto normal? Declara a Rua dos Douradores território livre da normalização!
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4:09 PM
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Saturday, March 17, 2007
Passei hoje na Rua dos Douradores. Há dois anos havia 5 tabernas, dois cafés, quatro hospedarias e muita população empregada. Depois da abertura do snack bar do sr. Pintado no Rossio, já faliram quase todas tabernas. Só ficou a do Antunes. Este resiste às modas e continua a servir dobrada quente à moda do Porto. O Ricardo Reis com a mania das odes filosóficas explica tudo com a internacionalização do comércio de secos e molhados. Valha-nos S. António de Lisboa!
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Wednesday, March 14, 2007
O medo vai ter tudo? Vende-se cão de companhia. Fernando, anda daí ver onde pára o Quinto Império! A salto, novamente, a caminho da Galiza. George anda ver o meu país sem barcos. Manolo envia os teus legumes que a nossa agricultura secou. No alto dos montes as ventoinhas arrefecem as aldeias. Nas autoestradas a guerra continua! Amanhã é dia da psiquiatria. Aleluia!
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Tuesday, March 13, 2007
Vim de Marrocos de rabat. Alcacer Quibir lá está. D. Sebastião lá permanece. O nevoeiro continua denso. O Quinto Império apodrece.
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Sunday, March 04, 2007
A partir de hoje o blogue "Fernando Pessoa e a Segurança Social" deixa de ser alimentado, por ausência de conteúdo. Desde que o governo decretou a sustentabilidade da Segurança Social não vale a pena tratar o tema. Assim o novo blogue chama-se "Fernando Pessoa quotidiano" e versará o quotidiano do empregado comum da rua dos douradores, seja a rua aqui, ali, no além ou no infinito.
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2:50 PM
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Nos cartazes do passatempo grandes portugueses Pessoa é identificado como "inspirado ou alienado". Quem escreveu isto deve ser um imbecil pós-moderno. Fernando Pessoa foi apenas um português cuja genialidade incomodou os "inteligentes oficiais" do costume.
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