Meu caro Pessoa. Hoje não há cão nem gato que não te cante loas e aleluias. No tempo em que era preciso pensar, ninguém (dos poderosos da intelectualidade dominante) te apoiou. Os vermes voltaram para te comerem a eternidade e ganharem prestígio à tua custa. Deixa lá: eles nunca hão-de casar com a filha da tua costureira. Apesar de tardio, bom aniversário na Rua dos Douradores.
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